domingo, 5 de julho de 2026

Dirso Braga Fontes (1932-2026): um capixaba de alma mineira

Dirso era um capixaba de alma mineira. Esposo dedicado, pai exemplar, irmão leal e amigo daqueles que cruzaram seu caminho. Fez carreira na Vale, onde trabalhou por muitos anos, e, depois da aposentadoria, desfrutou de uma vida longa, construída sobre valores simples, como trabalho, honestidade e dedicação à família. Viveu muito, mas, acima de tudo, viveu para os outros.

Dirso nasceu em 1932, no município capixaba de Afonso Cláudio, bem na divisa com Minas Gerais. Era filho de uma capixaba e de um mineiro de Ouro Preto. Talvez por isso carregasse consigo um pouco dos dois estados: a firmeza do mineiro e a hospitalidade do capixaba. Passou a infância e a juventude na fazenda, onde aprendeu desde cedo o valor do esforço diário. Foi ali também que se casou e viu nascer os primeiros filhos.

Com a família já iniciada, mudou-se para a região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Ali começaria uma nova etapa de sua vida, construindo uma sólida carreira na mineração. Foi naquela terra que consolidou seu lar, educou seus filhos e deixou um legado que ultrapassou sua própria trajetória, inspirando alguns de seus filhos a seguirem o mesmo caminho profissional na mineração.

Dirso era o irmão mais velho de meu pai, em uma família de 16 irmãos. Cresci ouvindo histórias sobre ele. Na lembrança de meu pai, era o irmão que servia de exemplo, alguém cuja postura de vida despertava admiração. O respeito que conquistou não vinha apenas pelo sucesso profissional, mas pela maneira como tratava as pessoas e assumia suas responsabilidades.

As minhas lembranças são poucas, mas muito vivas. Recordo-me das visitas que ele, sua esposa e alguns dos filhos faziam à nossa família quando morávamos em Aimorés, Minas Gerais. Em uma dessas ocasiões, fomos visitá-los em Itabira. A viagem de trem foi uma aventura inesquecível para um menino de oito anos. Ainda hoje consigo reviver, mesmo que em fragmentos, o encanto daquela viagem e o passeio pela cidade na garupa da motocicleta de meu primo Gilberto. Foi a primeira vez que andei de trem e também a primeira vez que subi em uma motocicleta. Algumas lembranças da infância desaparecem com o tempo; outras permanecem para sempre.

Anos depois, já morando em Vila Velha, continuamos recebendo as visitas do tio Dirso e de sua família. Eram encontros aguardados com alegria, oportunidades de rever os primos e fortalecer os laços familiares.

A vida, contudo, não permitiu uma convivência frequente. Talvez eu tenha encontrado meu tio pouco mais de uma dezena de vezes. Ainda assim, bastaram esses poucos encontros para confirmar tudo aquilo que sempre ouvi sobre ele. Sua bondade era silenciosa. Sua generosidade não precisava de anúncios. Sempre que algum irmão enfrentava dificuldades, logo surgia a notícia de que Dirso havia estendido a mão, oferecendo ajuda, apoio ou simplesmente sua presença.

Mas, entre todas as lembranças, uma delas se destaca acima das demais.

Dirso e sua esposa dedicaram grande parte de suas vidas ao cuidado do filho caçula, Fabiano, que nasceu com necessidades especiais. Não havia atalhos nem descanso para quem escolheu amar daquela maneira. Eles transformaram o cuidado em missão, a renúncia em demonstração diária de amor e a paciência em virtude. Embora Fabiano tenha partido cedo para a eternidade, sua breve existência marcou profundamente aquela família. Mais do que alguém que precisava de cuidados, ele foi um mestre silencioso, ensinando aos pais lições de perseverança, compaixão e amor incondicional que dificilmente seriam aprendidas de outra forma.

Hoje, quando penso em meu tio Dirso, não me vêm à mente a carreira que ele teve, nem os anos de trabalho na mineração. O que permanece é a imagem de um homem íntegro, daqueles que constroem seu legado em silêncio e sem alarde. Pessoas assim dificilmente aparecem nos livros de História, porque sua grandeza não está em feitos pomposos, mas nos detalhes duradouros.

No fim das contas, a verdadeira riqueza de um homem não se mede pelo patrimônio que acumulou, mas pelas vidas que ajudou a sustentar, pelos exemplos que deixou e pela saudade que semeou. E, enquanto houver alguém para contar sua história, Dirso continuará vivo, não somente na memória da família, mas naquilo que existe de melhor em cada um que teve o privilégio de conhecê-lo.


sábado, 13 de junho de 2026

Joaquim Antonio Dias

Joaquim Antonio Dias (nascido em 1844) foi casado com Delphina Maria de Jesus (nascida em 1849, em Minas Gerais, filha de Francisco de Paula Ferreira e Luciana Maria de Paula), com quem constituiu numerosa família. Entre seus filhos encontram-se Maria José Eduvirge (nascida em 1870), Maria Januaria Dias (1872), José Sebastião Dias (1874), Francisco Thimóteo Dias (1882), que mais tarde se tornaria o fundador da tradicional Cachaçaria Thimotina, Miguel Dias (1885), Gabriel Dias (1887), Janaina Dias (1889), Genuína Dias (1891), Manoel Dias (1891) e Luciana Dias (1893). 

Joaquim Antonio Dias figura entre os primeiros moradores de destaque do Alto Guandu. Sua hospitalidade e prestígio na comunidade ficaram registrados no diário de viagem de Dom Pedro Maria de Lacerda, bispo do Rio de Janeiro, que percorreu a região em 1886 durante sua visita pastoral ao interior da então freguesia de São Sebastião do Alto Guandu.

Na ocasião, Dom Pedro Maria administrou o sacramento da Crisma a dois filhos de Joaquim Antonio Dias e referiu-se ao anfitrião de maneira afetuosa como "o bom Joaquim Dias", expressão que revela a estima conquistada pelo fazendeiro junto ao religioso.

Em 15 de setembro de 1886, o bispo registrou em seu diário ter expedido provisão autorizando o casamento de uma das filhas de Joaquim:

"Passei provisão para aqui (Afonso Cláudio) casar-se uma das filhas do Sr. Joaquim Antônio Dias."

Poucos dias depois, em 21 de setembro, durante a viagem de retorno, Dom Pedro voltou a hospedar-se na residência da família, localizada na região correspondente ao atual distrito de Fazenda Guandu. O bispo registrou as melhorias que Joaquim havia preparado para recebê-lo novamente:

"De novo vi a Cachoeira Bonita e pelas 10 horas estávamos no bom Joaquim Dias. Agora havia alguns palmitos fincados perto da casa, e enfeites na porta da casa; havia cortina na porta de meu quartinho, e um lenço na janela servindo de vidraça. A mesa de jantar tinha sido serrada um pouco na ponta para ficar mais espaço para o altar, e um pano novo de chita clara estava em arco para servir de sobrecéu ou dossel ao altar que se armasse onde fora armado na ida. Ele mesmo agora tinha vinho, conhaque e outras bebidas. Coitado, pensava que eu lá chegaria ontem, dormiria e hoje diria Missa! Serviu-nos, porém, um bom almoço. Disse-me que quer casar agora uma outra filha mais moça; e eu mandei que me procurasse no Afonsinho."

O relato oferece um raro retrato da vida cotidiana dos pioneiros da região, revelando o esforço de Joaquim Antonio Dias para acolher dignamente a autoridade eclesiástica em uma época em que o Alto Guandu ainda possuía infraestrutura bastante precária.

Seu prestígio também se refletiu na vida pública. Em 1890, foi nomeado subdelegado de polícia do distrito de Afonso Cláudio. Poucos anos depois, figurava entre os eleitores da Vila de Afonso Cláudio no alistamento eleitoral de 1894 (VIEIRA, p. 93), demonstrando sua participação ativa na organização política do recém-formado município.

Curiosidade

Entre os filhos de Joaquim Antonio Dias destacou-se Francisco Thimóteo Dias, fundador da tradicional Cachaçaria Thimotina. O alambique iniciou suas atividades em 1915, vinte e quatro anos após a emancipação política de Afonso Cláudio, tornando-se uma das mais antigas fábricas de cachaça do Espírito Santo ainda em funcionamento.


O nome Thimotina deriva do segundo nome de seu fundador, enquanto a caricatura utilizada na logomarca presta homenagem à sua esposa. Após Francisco Thimóteo, a administração da cachaçaria passou para seu filho, Nério Dias, que permaneceu à frente da empresa até 1977. Entre 1978 e 2005, o comando ficou a cargo de Paulo Roberto Soares, genro do fundador, casado com sua filha Jovita. Atualmente, a cachaçaria é administrada por Paulo Roberto Dias Soares, bisneto de Francisco Thimóteo Dias, preservando uma tradição familiar com mais de um século de história.

Francisco Thimoteo teve dois filhos seus casados com sobrinhas de minha avó paterna: José Geraldo Dias (casado com Maria de Loudes Braga) e Joao Dias Leite (casado com Lidia Braga). Ambas as esposas são filhas de Maria Braga Lamas e Adelino Henrique Pedro.


Referências

BRASIL. Ministério da Agricultura, Indústria e Commércio. Directoria Geral de Estatística. Recenseamento do Brazil: realizado em 1 de setembro de 1920 : relação dos proprietários dos estabelecimentos ruraes recenseados no Estado do Espírito Santo. Rio de Janeiro : Typ. da Estatística, 1923. p. 6.

CHACHACARIA Thimotina. Disponível em: www.thimotina.com.br.

Diário da Manhã. Parte oficial. Vitória, 25 de março de 1922. Ano XVI, nº 185, p. 1.

FAMILY Search. Disponível em: https://new.familysearch.org

FREIRE, Moniz. O Estado do Espírito Santo. Victória, 25 de dezembro de 1890. Anno IX, n. 2599. p. 1.

LACERDA, D. Pedro Maria de. Apontamentos da Visita Episcopal de 1886 na Província do Espírito Santo: 24 de julho de 1886 a 28 de março de 1887. p. 64, 81, 102.

VIEIRA, José Eugênio. Afonso Cláudio: cronologia de sua história política, administrativa e cultural. Vitória, 2009.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Antonio de Souza Barros (Barros Preto)

 


Antonio de Souza Barros, conhecido como Barros Preto, ao residir em Rio Pardo, tomou conhecimento da existência das terras do Guandu, região então celebrada por sua beleza e fertilidade. Movido pela curiosidade e pelo potencial do lugar, dirigiu-se até a região e, impressionado com suas condições naturais, ali estabeleceu a Fazenda Santo Antônio da Boa Vista, fixando residência no ano de 1876 — propriedade que mais tarde seria conhecida como Fazenda Guandu. Tratou-se, ao que tudo indica, do primeiro estabelecimento de que se tem notícia no Alto Guandu, posteriormente passando às mãos de Francisco Tosta das Neves.

Segundo registros da época, Antonio teria falecido em 15 de abril de 1884, na localidade de Guandu de Cima, distrito de São Sebastião (atual município de Afonso Cláudio, ES), então com a impressionante idade de 134 anos. O mesmo periódico que divulgou tal informação, em nota subsequente, registrava ainda a existência de Eleutério Velho, a quem atribuía 149 anos de idade, também morador antigo do Guandu. Contudo, a veracidade dessas idades é posta em dúvida por outra fonte jornalística, que menciona a existência de certidão de nascimento de Eleutério, o que leva à suspeita de exagero nas idades divulgadas. Assim, é possível que Antonio de Souza Barros não tivesse a idade extraordinária que lhe foi atribuída pelo jornal O Espírito-Santense.

A história oficial do município de Afonso Cláudio relata que o engenheiro Frederico Wilmer, em suas expedições em busca de ouro na região do Guandu, teria encontrado o valioso metal justamente em terras pertencentes a Antonio de Souza Barros, por volta da década de 1850.

Antonio foi casado com Maria Joanna, também identificada em algumas fontes como Custódia de Jesus, com quem teve numerosa descendência: Zaquiel de Barros, Maria de Souza Barros, Euzébio de Souza Barros (casado com Elvira Gomes da Rosa), Alfredo de Souza Barros (casado com Januária Maria de Jesus), Antonio de Souza Barros (casado com Maria Fernandes), Juracy de Souza Barros, Pedro de Souza Barros e Silvino de Souza Barros.

Em sua fazenda, registrava-se a presença de trabalhadores escravizados, tanto afrodescendentes quanto indígenas. Após sua morte, a propriedade foi vendida ao fazendeiro Manoel Fernandes Moura, figura de grande influência na região.

Em 1885, Dona Maria Joanna envolveu-se em um conflito com o Sr. Moura em razão do índio Leopoldino, nascido na própria fazenda e registrado por Antonio de Souza Barros como escravo. Após a morte do marido, a viúva buscou corrigir a situação, defendendo a libertação do indígena que considerava ter sido injustamente submetido à escravidão. O caso ganhou contornos judiciais, uma vez que Manoel Moura reivindicava Leopoldino como sua propriedade (FONTES, 2014).

Leopoldino conseguiu comprovar, perante o juiz municipal de Cachoeiro de Itapemirim, as circunstâncias de seu nascimento. Ainda assim, o juiz de direito da comarca negou-lhe o mandado de manutenção de sua liberdade (FONTES, 2014), revelando as complexas contradições jurídicas e sociais daquele período.

Na mesma época, por volta da década de 1880, aparecem registros de outros indivíduos com o sobrenome Souza Barros em Afonso Cláudio, possivelmente ligados à família de Barros Preto. Entre eles, destaca-se Joaquim de Souza Barros, que em 1883 assinou um documento em defesa de acusados de um homicídio envolvendo Jorge Guilherme Gomes, e Januário de Souza Barros, que em 1886 foi acusado de assassinar, “a facadas, o indivíduo José Innocêncio Seraphim, o qual evadiu-se após o assassinato” (FONTES, 2014).


Referências

"Brasil Batismos, 1688-1935", database, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/1:1:XV7K-XXZ : 14 February 2020), Antonio Jose de Barros in entry for Zaquiel Barros, 1861.

FONTES, Adilson Braga. Notícias de Afonso Cláudio: a história de Afonso Cláudio contada pelos jornais: 1881-1949. Campinas: Abrafo, 2014.

O Espírito-Santense. Vitória, 26 maio 1886, ano XVI, n. 42.


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Joaquim José de Almeida

Por Adilson Braga Fontes


Joaquim José de Almeida estabeleceu-se no atual município de Afonso Cláudio antes de 1881, fato que pode ser comprovado pela seguinte nota publicada em jornal da época:

Em São José do Rio do Peixe (Guandu de Cima), de propriedade do Sr. Joaquim José de Almeida, faleceu no dia 26 de março de 1881 um escravo do referido senhor, de nome Domingos, de 18 anos, vítima de um tiro dado casualmente por seu senhor moço Calixto, durante uma caçada de veado. O informante diz-nos que esse moço quase endoideceu, porque os dois eram verdadeiros amigos (O CACHOEIRANO, 1881, p. 3).

Nesse mesmo ano de 1881, Joaquim José adquiriu as referidas terras da Fazenda Nacional, localizadas no já mencionado Rio do Peixe, abrangendo cerca de 16 milhões de metros quadrados (FONTES, 2014, p. 247).

Em 1884, sua propriedade destacava-se como uma das grandes produtoras de fumo de boa qualidade da região, alcançando naquele ano uma produção aproximada de 12 mil quilos do produto (FONTES, 2014, p. 25).

Joaquim José de Almeida nasceu por volta de 1846, no estado de Minas Gerais. Foi casado em primeiras núpcias com Francisca Valentina da Silva, falecida em 1888, e, em segundas núpcias, com Luiza Sebastiana Gomes, viúva do lendário Jorge Guilherme Gomes, personagem também abordado neste blog.

Era padrasto do também lendário Augusto Escopelli Gomes.

Joaquim teve diversos filhos. Entretanto, este autor não pôde determinar com segurança quais deles eram filhos de Luiza Sebastiana Gomes e quais eram provenientes do primeiro casamento com Francisca Valentina da Silva. São eles: José Cláudio de Almeida (hipoteticamente filho de Joaquim e Luiza), Francisca de Almeida (casada com Laurindo José da Fonseca Lannes), Maria Francisca da Assumpção (casada com Paulino Martins Vianna), Anna Francisca de Almeida (casada com Manoel Cardoso de Mattos), Victória de Almeida (casada com José Basílio de Souza), Magdalena Almeida (casada com Joaquim Machado Braga, tio-bisavô do autor deste blog), Joaquim Luiz de Almeida, Domingos Justino (Gustavo) de Almeida, Calixto Pereira de Almeida (o mesmo que acidentalmente matou o escravo de seu pai), Clemente Dutra de Almeida, João Batista de Almeida (filho da primeira esposa) e Joanna de Almeida (casada com Sátyro José de Souza) (FONTES, 2014, p. 162).

A árvore genealógica da família encontra-se disponível no FamilySearch.

Joaquim foi relacionado como agricultor estabelecido em Afonso Cláudio no ano de 1889 (SILVEIRA, 1889).

Esteve presente à solenidade de instalação da Villa Affonso Cláudio, realizada em 20 de janeiro de 1891. Em 1892, concorreu ao cargo de Juiz Distrital da Vila de Afonso Cláudio, obtendo 30 votos, sem lograr êxito na eleição. Em 1893, possuía duas casas alugadas na vila, uma pelo valor de 4$000 e outra por 9$000 (quatro mil e nove mil réis, respectivamente). Também atuava como negociante de 4ª classe e era proprietário de uma pequena fábrica de aguardente no município. Seu nome figurou ainda no alistamento eleitoral da Vila de Afonso Cláudio em 1894 (VIEIRA, 2009).

Com a fundação do Progressista Club de Afonso Cláudio, em 1890, Joaquim José foi nomeado tesoureiro da agremiação, então liderada por Ramiro de Barros (FONTES, 2014, p. 47).

Em 1895, recebeu a patente de capitão-ajudante do 36º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da Comarca do Guandu (BRASIL, 1895, p. 7).

Joaquim José de Almeida faleceu por volta de 1911, em Afonso Cláudio.


Referências:

O Cachoeirano. Cachoeiro de Itapemirim, 31 jul. 1909, ano XXXII.

FONTES, Adilson Braga. Notícias de Afonso Cláudio: a história de Afonso Cláudio contada pelos jornais: 1881-1949. Campinas: Abrafo, 2014.

SILVEIRA, Godofredo da. Almanak administrativo, mercantil, industrial e agrícola da província do Espírito Santo. Vitória: [s.n], 1889.

VIEIRA, José Eugênio. Afonso Cláudio: cronologia de sua história política, administrativa e cultural. Vitória, 2009.

BRASIL. Diário Oficial da União. Seção 1. Rio de Janeiro, 10 de julho de 1895.